quarta-feira, 30 de março de 2011

Patologias e Exercícios a serem seguidos 1° PARTE (Artrite)


O que é Artrite?

Há mais de 100 formas de artrite a outras doenças reumáticas.
Essas enfermidades podem causar dor, rigidez e inchaço nas articulações e outras estruturas de apoio do corpo como músculos  tendões, ligamentos e ossos. Algumas formas também podem afetar outras partes do corpo incluindo vários órgãos internos. Muitas pessoas usam a palavra "artrite" para se referir a todas as doenças reumáticas. Porém, a palavra significa literalmente inflamação na articulação; que é inchaço, vermelhidão e dor causada por tecido lesionado ou enfermidade na articulação. O vários tipos diferentes de artrite englobam apenas uma parte das doenças reumáticas. Algumas enfermidades reumáticas são descritas como doenças do tecido, porque elas afetam o tecido conectivo do organismo -- a estrutura de suporte do corpo e seus órgãos internos. Outras são conhecidas como doenças auto-imunes porque são causadas por um problema no qual o sistema imunológico danifica os próprios tecidos sadios do corpo. Exemplos de algumas doenças reumáticas:
 * Osteoartrite
* Artrite reumatóide
* Fibromialgia
* Lúpus eritematoso sistêmico
* Escleroderma
* Artrite reumatóide juvenil
* Espondilite anquilosante
* Gota
Pessoas com artrite deveriam praticar exercícios físicos?
Sim. Estudos têm mostrado que exercícios físicos ajudam pessoas com artrite de várias formas. Exercícios reduzem a dor e rigidez na articulação e aumenta a flexibilidade, força muscular, saúde do coração e resistência. Eles também ajudam na redução de peso e contribuem para uma sensação de bem-estar.
Como os exercícios se encaixam num plano de tratamento para pessoas com artrite?
Exercícios são uma parte do plano de tratamento amplo para a artrite. Planos de tratamento podem incluir descanso e relaxamento, dieta apropriada, medicação, e orientação sobre o melhor uso das articulações e modos de conservar energia (ou seja, não desperdiçar movimentos), assim como a utilização de métodos para aliviar a dor.
Que tipos de exercícios são mais adequados para alguém com artrite?
Três tipos de exercícios são os melhores para pessoas com artrite:
Exercícios de extensão de movimento (por exemplo dança) ajudam a manter a movimentação normal das articulações e aliviar a rigidez. Esse tipo de exercício ajuda a manter ou elevar a flexibilidade.
Exercícios de força (por exemplo musculação) ajudam manter ou aumentar a força muscular. Músculos fortes ajudar a dar apoio e proteger as articulações afetadas pela artrite.
Exercícios aeróbicos ou de resistência (por exemplo andar de bicicleta) elevam o condicionamento cardiovascular, auxiliam no controle de peso e melhoram as funções gerais. O controle de peso pode ser importante para pessoas que têm artrite devido à pressão a mais do peso extra em várias articulações. Alguns estudos mostram que o exercício aeróbico pode reduzir a inflamação em algumas articulações. Muitos clubes e centros comunitários oferecem programas de exercício para pessoas com limitações físicas. 
Como uma pessoa com artrite pode começar um programa de exercícios?
Pessoas com artrite devem discutir as opções de exercícios com seu médico e outros profissionais da área da saúde. A maioria dos médicos recomenda atividade física a seus pacientes. Muitas pessoas com artrite começam com exercícios leves, de extensão de movimento e aeróbicos de baixo impacto. Indivíduos com artrite pode participar de vários, mas não todos, esportes e programas de exercícios. O médico saberá quais (se algum) esportes não devem ser praticados.
O médico pode ter sugestões sobre como começar e pode direcionar o paciente a um fisioterapeuta. É melhor encontrar um fisioterapeuta que tenha experiência em trabalhar com pessoas com artrite. O fisioterapeuta irá elaborar um programa apropriado de exercícios e ensinar os clientes sobre métodos para alívio da dor, mecânica corporal adequada (disposição do corpo para uma tarefa dada, como levantar uma caixa pesada), proteção das articulações e conservação de energia.


Quais são alguns dos métodos para alívio de dor para pessoas com artrite?
Há métodos conhecidos para ajudar a para a dor por períodos curtos de tempo. Esse alívio temporário pode facilitar a prática de exercícios para pessoas com artrite. O médico ou fisioterapeuta pode sugerir um método que seja melhor para cada paciente. Os métodos abaixo têm funcionado para várias pessoas:
Calor úmido fornecido por toalhas molhadas, compressas quentes, banheira ou chuveiro pode ser utilizado em casa por 15-20 minutos três vezes por dia para aliviar os sintomas. Um profissional da saúde pode usar ondas curtas, microondas e ultra-som para levar calor mais profundamente às áreas da articulação não-inflamadas. O calor profundo é recomendado para pacientes com inflamação aguda nas articulações. Calor profundo geralmente é usado ao redor do ombro para relaxar tendões tensos antes dos exercícios de alongamento. 
Frio suprido por bolsa de gelo ou vegetais congelados enrolados na toalha ajudam a interromper a dor e reduzir o inchaço quando usado por 10-15 minutos por vez. Geralmente é utilizado para inflamações agudas nas articulações. Pessoas que têm o fenômeno de Raynaud não devem usar esse método. 
Hidroterapia pode diminuir a dor e rigidez. Exercícios em piscinas maiores podem ser mais fáceis porque a água tira algum peso das articulações doloridas. Alguns pacientes também podem encontrar alívio no calor e movimento fornecido pela piscina de hidromassagem.
Terapias de mobilização incluindo tração (puxão suave e contínuo), massagem e manipulações (uso das mãos para restaurar o movimento normal das juntas endurecidas). Quando realizados por um profissional treinado esses métodos podem ajudar a controlar a dor a elevar a mobilidade das articulações e flexibilidade dos músculos e tendões.
TENS (estimulação trans-cutânea elétrica dos nervos) e biofeedback são dois métodos adicionais que podem proporcionar algum alívio à dor, porém muitos pacientes acham que eles são muito caros e gastam muito tempo. Com TENS, um choque elétrico é transmitido por eletrodos colocados na superfície da pele. Os equipamentos TENS custam entre US$ 80-800. As unidades baratas são boas. Pacientes podem usá-los durante o dia e ligá-los ou desligá-los de acordo com a necessidade de controlar a dor.
Terapia de relaxamento também ajuda a reduzir a dor. Pacientes podem aprender a aliviar a tensão muscular para aliviar a dor. Fisioterapeutas devem ser capazes de ensinar técnicas de relaxamento. Spas e estações de férias as vezes têm cursos especiais de relaxamento 
Acupuntura é um método tradicional chinês para alivio da dor. Um acupunturista com qualificação médica posiciona agulhas em certas partes do corpo. Pesquisadores acreditam que as agulhas estimulam os nervos sensoriais profundos que dizem ao seu cérebro para liberar analgésicos naturais (endorfinas). Acupressure é similar à acupuntura, mas pressão é aplicada nos pontos ao invés do uso de agulhas.
Com que freqüência pessoas com artrite devem praticar exercícios físicos?
Exercícios de extensão de movimento podem ser feitos pelo menos a cada dois dias
 Exercícios de força podem ser realizados a cada dois dias a não ser que tenha dor severa ou inchaço nas articulações.
Exercícios aeróbicos devem ser feitos de 20 a 30 minutos três vezes por semana a menos que tenha dor severa ou inchaço nas articulações. De acordo com a American College of Rheumatology, rotinas de 20-30 minutos pode ser feitas em incrementos de 10 minutos no curso do dia.
Que tipo de exercício de força é melhor?
Isso varia dependendo da preferência pessoal, tipo de artrite envolvida e o quanto ativa é a inflamação. O fortalecimento muscular em pessoas com artrite pode ajudá-las a livrarem-se do fardo das articulações com dor. O treinamento de força pode ser feito com pequenos pesos soltos, equipamentos de musculação, isométricos, tiras elásticas e exercícios com resistência da água. O posicionamento correto é crítico porque se feitos incorretamente os exercícios de força podem causar estiramento muscular, mais dor e maior inchaço na articulação.
Há diferentes exercícios para pessoas com tipos diferentes de artrite?
Há vários tipos de artrite. Médicos experientes, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem recomendar exercícios que são particularmente úteis para um tipo específico de artrite. Médicos e terapeutas também conhecem exercícios específicos para a articulação dolorida em particular. Há vários exercícios que ultrapassam o limite para pessoas com um tipo particular de artrite ou quando as articulações estão inchadas e inflamadas. Pessoas com artrite devem discutir seus programas de exercícios com um médico. Os médicos que tratam pessoas com artrite incluem: reumatologistas, cirurgiões ortopedistas, clínicos gerais, médicos de família e especialistas em reabilitação.
Quando a quantidade de exercício é demais?
A maioria dos especialistas concordam que exercícios causam dor se durarem mais de 1 hora, são muito extenuantes. Pessoas com artrite devem ver com seus fisioterapeuta ou médico como ajustar o programa de exercícios quando notarem alguns dos seguintes sintomas de exercício extenuante: 
Fadiga incomum ou persistente
Fraqueza elevada
Extensão de movimento diminuída
Aumento do inchaço na articulação 
Dor contínua (dor que dura mais de 1 hora depois do exercício)
Alguém com artrite reumatóide deve continuar a exercitar-se depois de uma crise geral? E se for uma crise local de articulação?
É apropriado colocar as articulações suavemente em suas amplitudes totais de movimento uma vez por dia, com períodos de repouso, durante crises agudas sistemáticas ou crises locais. O Paciente pode conversar com seu médico sobre a qual a melhor quantidade de repouso durante crises gerais ou de um articulação.
Os pesquisadores estão estudando exercícios e artrite?
Pesquisadores estão examinando os efeitos dos exercícios e esportes na evolução de deficiências músculo-esqueléticas, incluindo artrite. Eles descobriram que pessoas que praticam a corrida em intensidade moderada tem risco baixo, se algum, de desenvolver osteoartrite. Entretanto, estudos mostram que pessoas que participam de esportes com impactos diretos de alta-intensidade nas articulações, como por exemplo o futebol, têm o risco de desenvolver a doença. Esportes envolvendo impacto repetitivo nas articulações e rotação (como basquete e futebol) também elevam o risco de osteoartrite. Diagnóstico precoce e tratamento efetivo de lesões esportivas e reabilitação completa devem diminuir o risco de osteoartrite decorrente dessas lesões.
Os pesquisadores também estão examinando os efeitos da força muscular na evolução da osteoartrite. Estudos mostraram, por exemplo, que o fortalecimento dos quadrícepes pode reduzir a dor no joelho e incapacidade relacionada à osteoartrite. Um estudo mostrou que o aumento relativamente pequeno na força (20-25%) pode resultar numa diminuição de 20-30% do risco de desenvolver osteoartrite no joelho. Outras pesquisas continuam a procurar e encontrar benefícios dos exercícios para pacientes com artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, espondilite anquilosante e fibromialgia. Eles também estão estudando os benefícios dos exercícios a curto e longo prazo em pessoas mais velhas.



terça-feira, 15 de março de 2011

O que é uma avaliação Fisica

As avaliações físicas são testes (antropométricos e ergométricos) que identificam o estado atual de condicionamento físico, seja muscular, cardio respiratório e de gordura. Para iniciar um teste, é necessário que se obtenha uma boa anmenese ,que nada mais é que um questionário para verificar seus hábitos alimentares, algumas doenças hereditárias, questões cirúrgicas e atividades físicas. Muitos testes podem ser feitas para se realizar a avaliação física, veja:
a)Bio-Impedancia  Este método permite uma avaliação rápida do percentual de gordura através da passagem de corrente elétrica, verificando o nível de água existente no organismo e quantificando o percentual de gordura.
 b) Dobras cutâneas É analisado por medidas verificadas por um compasso obtendo dados para aplicar em alguma formulas já estabelecidas, consideradas como padrão através vários estudos, pelo fato de sabermos que as grandes quantidades de gordura encontram-se em depósitos adiposos debaixo da pele.
c) Teste neuromuscular Verifica a resistência de grupos musculares durante 1 min de exercícios repetidos em máxima velocidade.  O tempo de duração depende do programa utilizado pelo avaliador físico e da capacidade do aluno em realizar a avaliação.
d) Dinamometria Permite a mensuração da força através de um equipamento próprio para o teste físico..
e) Avaliação postural Verificar debilidades na postura corporal.
f) Teste de flexibilidade Verifica a capacidade do músculo de se estender ao máximo através de equipamento elaborado chamado de Banco Wells.
g) Peso e altura Apenas para adquirir dados para conferência. h) Ergo espirometria Este teste nos dá parâmetros para analisar o vo2 Max(capacidade máxima de absorção de oxigênio) e definir o limiar anaeróbio( ponto onde a capacidade de remover o acido lático é menor que a produção do mesmo e definir a predominância da utilização de gordura e carboidratos como fonte de energia).
i) Teste de eletrocardiografia Executado por um cardiologista, permite conhecer o estado atual do coração e seus limites. Para a realização da avaliação física, é necessário que algumas observações devem ser levadas em conta para prevenir acidentes durante o teste, veja: • É necessário que antes da realização dos testes, faça um exame médico!
• Não exceder as limitações físicas e psicológicas de cada de cada um. • O avaliador deve instruir o aluno em função do desenvolvimento do teste e assim auxilia-lo na montagem de um programa correto de exercícios. • O aquecimento, além de proporcionar um melhor rendimento nos testes, é uma medida de segurança para evita lesões. • A avaliação deve ser realizada por um profissional competente e treinado para essa finalidade a fim de se evitar resultados diferentes. Saiba que: A avaliação física em alguns lugares é opcional, mas lembre-se, todos os seus dados estão neste teste para desenvolvê-lo fisicamente e psicologicamente.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Dicas Sobre o Treinamento de corrida


Na correria do cotidiano acaba ficando difícil separar um tempinho para cuidar da saúde. Aquelas longas caminhadas, abolidas da agenda diária há muito tempo, consomem um tempo impraticável na vida de quem tem uma jornada de trabalho grande pela frente.
As tradicionais corridas matinais ou de fim de tarde, conhecidas também como cooper, podem ser uma solução saudável para quem quer se exercitar, mas não tem muito tempo disponível. "É importante que um médico seja procurado antes do começo do treino, para que seja feita uma avaliação física" .Ainda que pessoas com algumas alterações fisiológicas, como diabetes e pressão alta, podem correr riscos de saúde na prática do esporte sem uma orientação médica adequada.

Certos cuidados devem ser tomados, principalmente por quem nunca praticou algum tipo de esporte. Confira a seguir algumas dicas e sugestões de especialistas.

Os benefícios da atividade física
- Lembra do estresse e da ansiedade? Pois bem, a prática da corrida ajuda (assim como toda atividade física) a liberação de endorfina (hormônio que propicia a sensação de bem estar) pelo organismo. De bem com a vida, até o desempenho sexual recebe um upgrade.
- Aquelas gordurinhas podem deixar de ser um problema. Com a corrida, a pessoa passa a emagrecer devagar e de maneira saudável.
- Além de aumentar o condicionamento físico, a prática da corrida ainda ajuda a diminuir o índice de colesterol "ruim" no sangue - o que evita o entupimento dos vasos sanguíneos.
- O cooper ajuda no envelhecimento saudável da pessoa. Corre-se menos risco de ter doenças típicas do envelhecimento, como as coronarianas, a hipertensão, diabetes, osteoporose e artrose.

Preparando-se para a corrida
- Roupas leves e claras, que não retenham suor, são as mais indicadas para o esporte.
- Use tênis leves, com sistema adequado de amortecimento e que sejam flexíveis. Cada pé exige um tipo específico de tênis.
- Recomenda-se a ingestão de alimentos leves, sem gorduras, de uma hora e meia a duas antes da atividade física. Terminado o exercício, é necessário que se reponha os nutrientes perdidos, também com uma alimentação leve.
- Procure correr em pisos mais confortáveis, como terra e grama. Asfaltos e esteiras aumentam os riscos de possíveis lesões.
- Alongue-se antes e depois do exercício físico.

Sugestão de treino para iniciantes
Todos os especialistas são unânimes em aconselhar a qualquer pessoa que intente a começar um treino de corrida a pegar leve. Cada um tem seu ritmo próprio e sair correndo meia hora sem parar só ajuda o corpo a ganhar uma série de lesões. Veja a seguir algumas dicas de treinos para iniciantes. Mas lembre-se, é fundamental a avaliação médica antes do início de qualquer atividade física!

Treino 1
1ª Semana: faça caminhadas de 30 minutos, pelo menos três vezes por semana (distribuídos pela semana, por ex: um dia sim, outro não).
2ª Semana:continue caminhando, mas intercale caminhadas diárias de 40 e 50 minutos.
3ª Semana:se você já se sentir adaptado ao exercício, volte para 30 minutos de caminhadas, intercalando 5 minutos andando e 2 minutos de corrida.
4ª Semana: mantenha o tempo total de 30 minutos de caminhadas, mas aumente o tempo das corridas. Você pode variar de 5 minutos de caminhada e 3 de corridas ou 5 minutos de caminhada e 4 de corrida.

Treino 2
1ª Semana: comece caminhando 5 minutos e correndo 5 minutos, intercalando os exercícios durante 30 minutos, de 3 a 5 vezes por semana.
2ª Semana: mantenha o ritmo para que seu organismo de adapte ao exercício.
3ª Semana: se você já se sente confortável, aumente para 10 minutos de caminhada e 10 minutos de corrida, durante 30 minutos.
4ª Semana: você pode aumentar novamente o tempo de corrida, desde que se sinta seguro. A idéia é que o aumento seja progressivo, respeitando suas limitações, até que você consiga correr os 30 minutos.

Treino 3
1ª Semana:comece com 15 minutos de caminhada. Depois, intercale 9 minutos caminhando e 1 minuto correndo. Faça isso duas vezes.
2ª Semana:comece com 15 minutos de caminhada. Depois, intercale 8 minutos caminhando e 2 minutos correndo. Faça isso duas vezes.
1ª Semana:comece com 15 minutos de caminhada. Depois, intercale 7 minutos caminhando e 3 minutos correndo. Faça isso duas vezes.
2ª Semana:comece com 15 minutos de caminhada. Depois, intercale 6 minutos caminhando e 4 minutos correndo. Faça isso duas vezes.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quem é forte Treina Perna ! Parte 1



Se você é um daqueles caras que vão para academia só pra treinar a parte de cima ( Membros Superiores)  e acham que treinar perna é coisa de mulher e de gay parabéns VOCÊ É UM FRANGO ( THE LITTLE CHICKEN )
A perna é o que faz a sustentabilização do nosso corpo . Como algum indivíduo poder ter um tronco de gorila e as pernas de uma garça  ele ficará totalmente desproporcional  e fora os problemas posturais que ele desenvolverá mas para frente .Exercícios de perna trabalham inúmeros músculos  e desenvolvem  uma base mas forte para quem o treina .
Um exemplo o Tão criticado Agachamento é um excepcional exercícios que alem de trabalhar a parte anterior do quadríceps : vasto lateral ,vasto medial ,vasto intermédio  reto femural ,glúteo maximo e a propósito é o exercício que mas trabalha o Glúteo recrutando mas de 70% das fibras musculares dessa região  em comparação com os  famosos exercícios de glúteo de 6 apoio  á apenas uma recrutassão muscular de 30 % das fibras nesses exercícios Então mulherada pare de ficar de 4 e agachem mais !!!!!!!!!
Voltando aos músculos trabalhados  o  abdominal é extremamente recrutado nesse exercício fazendo a estabilização no corpo durante o movimento  excêntrico como concêntrico ,fazendo com que esse músculo seja muito exigido durante o exercício .Alem disso os músculo dos posteriores da coxa são trabalhados na forma isométrica na parte excêntrica do movimento  esse músculos são semitendinio,semimenbranacio,gracil,bicipes femural,pectieno ,adutor longo, adutor curto e adutor magno.
Então o agachamento é um exercício básico para evolução do quadríceps alem de ser um exercícios multi-articular com a participação do quadril e do joelho e quando mas profundo o movimento mas o exercício será  eficaz.E o agachamento não gera lesão,ele não irá arrebentar seu joelho ou sua lombar desde que seja executado corretamente e que você não tenha nenhuma patologia já existente assim podendo agravar sua lesão .
Essa á apenas a primeira parte sobre o treinamentos dos membros inferiores em breve terá muitos mais .
Bom treino e treinei pesado ou vá pra casa (Chicken go home )

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Treinamento Concorrente

Esse é um trabalho que eu fiz na epoca de faculdade sobre esse tema que é muito discutido.Espero que vocês gostem!




TREINAMENTO CONCORRENTE


Várias modalidades esportivas exigem a estruturação de programas de treinamento que combinem a força e a resistência aeróbia para a otimizar seu rendimento em jogos e competições. Essa otimização depende do tipo, da intensidade, da duração e da freqüência de treinamento. No entanto, além dessas variáveis de carga de treinamento, o desenvolvimento específico da resistência aeróbia ou da força também depende se elas estão combinadas no mesmo período de treinamento.
A literatura internacional tem adotado com freqüência a terminologia treinamento concorrente (TC) para se referir aos programas que combinam treinamento de força (TF) e de resistência aeróbia (TRA) num mesmo período de tempo, assim como as possíveis adaptações antagônicas produzidas pelo treinamento dessas duas capacidades motoras .
apresentaram em sua revisão três possíveis mecanismos relacionados ao efeito da concorrência, que foram: a) a hipótese crônica, na qual se propõe a idéia que algumas adaptações morfo-funcionais ocasionadas pelo treinamento  exclusivo da resistência aeróbia são distintas quando comparadas ao treinamento de força per se; b) o overtraining, isto é, o organismo não assimilaria um grande volume de treinamento para as duas capacidades motoras; c) hipótese aguda, na qual após uma sessão de treinamento de resistência aeróbia haveria uma fadiga residual que comprometeria o treino de força na sessão subseqüente .

Hipótese do Efeito Crônico.

Baseado no princípio da especificidade, o Treinamento de Força  provoca adaptações morfo-funcionais específicas e diferenciadas quando
comparadas às adaptações que advêm do Treinamento Resistência Aeróbia  .Em geral, as adaptações resultantes de um programa de Treino de Força incluem aumento da massa corporal magra, aumento da massa óssea, melhora na coordenação inter- e intra-muscular e aumento da área de secção transversal das fibras musculares do tipo I, IIa e IIb .
Já o Treino de Resistência Aeróbia  aumenta o consumo máximo de oxigênio (VO2máx), a atividades das enzimas oxidativas, os estoques de glicogênio intramuscular, a densidade e capacidade mitocondrial dos músculos, melhora a capacidade de difusão pulmonar, o
débito cardíaco, a densidade capilar e o controle da saturação da hemoglobina levantaram a hipótese de que, dependendo da intensidade do treino aeróbio , as adaptações podem ser
mais centrais ou periféricas. Isto é, em intensidades mais baixas de treinamento (60-80% do VO2max), as adaptações fisiológicas parecem ocorrer mais no componente central (adaptação cardiovascular). Já as adaptações periféricas predominariam quando oorganismo entrasse em um estado de hipóxia muscular durante o exercício aeróbio de alta intensidade (> 90% do VO2max).
O Treino de Força de alta intensidade (1-5RM) resultaria melhorias no componente central (adaptação neural). Já o treino De Força envolvendo programas com intensidades menores (8-12RM) também estariam relacionados às adaptações periféricas.
Kraemer et al. (1995) sugerem que para estimular a hipertrofia muscular, a carga tem de ser abaixo de 90% de um 1RM.
Os mesmos autores sugerem que programas de treinamento que utilizem altas cargas e baixo volume (1-6 RM) promoveriam
uma maior adaptação neural. Por outro lado, sugerem que a hipertrofia muscular é produzida com cargas mais baixas e maior
volume (8-12 RM), ocorrendo assim um aumento da síntese de proteína na fibra muscular.
descreveram que esses diferentes programas de treino de força  combinados com programas de Treino aeróbio podem recrutar diferentes tipos de unidades motoras. O treinamento aeróbio de alta intensidade (> 90% VO2max) recrutaria mais as unidades
motoras compostas de fibras do tipo II. Já os protocolos de treino de força  acima de 70% de 1RM também recrutariam as fibras do tipo II.
Sendo assim, a combinação desses dois protocolos pode produzir um estresse maior no mesmo tipo de fibra, não lhe dando um tempo adequado para adaptar-se ao aumento de força e da resistência aeróbia.
O modelo apresentado não se mostra totalmente efetivo, pois estudos que combinaram programas de Treinamento concorrente  fora dessa zona de interferência também demonstraram efeito de concorrência. estruturou exercícios que envolviam séries de 5RM e demonstrou uma atenuação no desenvolvimento da força programaram exercícios de 2-10 RM combinados com exercícios aeróbios intervalados de alta intensidade e não demonstraram nenhum efeito de concorrência.
De fato nos estudos de Treino concorrente  há uma grande variação dos programas treinamento que demonstram resultados controversos.
Esses dados nos levam a concluir que não é somente uma zona de treinamento que explicaria o efeito da interferência no Treinamento concorrente .
Há muito tempo se evidencia que o treino de força  pode causar decréscimo na densidade capilar) e na densidade mitocondrial Esses são fatores que poderiam prejudicar o desempenho da resistência aeróbia. Por outro lado, demonstraram que o treino aeróbio  causaria uma atenuação da hipertrofia muscular, sendo esse um fator que poderia prejudicar o aumento da força.
Recentemente, Putman et al. (2004) demonstraram que o Treinamento concorrente  resultou numa maior transição de fibras rápidas para lentas e que também houve uma atenuação da hipertrofia das fibras musculares do tipo I quando comparado ao treino de força isolado. Além disso, demonstraram haver uma conversão mais evidenciada no continuum das fibras musculares para o tipo IIa e uma redução mais acentuada nas fibras tipo IIb quando comparado às adaptações do treino aeróbio  isolado.
Na hipótese crônica do treino concorrente  acredita-se que as adaptações ocasionadas pelo treinamento dessas duas capacidades motoras de forma isolada é que causariam o efeito de diminuição na força ou no rendimento aeróbio uma vez que algumas dessas adaptações podem ser consideradas como antagônicas para o rendimento dessas capacidades.

Hipótese Do Overtraning

Alguns  autores Levando essa hipótese do Overtraning com o excesso de treino tanto de força quando de resistência aeróbia  com isso ocorreria a diminuição do glicogênio muscular e alterar as propriedades mecânicas do músculo, prejudicando o rendimento durante o treino de força. Além disso, a somatória das cargas resultaria num volume de treinamento elevado gerando um estado de fadiga. Nesse sentido a falta de recuperação adequada pode gerar o efeito da concorrência.
Kraemer et al. (1995) sugerem que apenas um alto volume de TC seria capaz de criar ambiente catabólico levando  o sujeito ao estado de overtraining. Nesse sentido outros estudos também demonstraram que programas de TC com freqüência de três vezes por semana pode não ser suficiente para criar esse ambiente catabólico a fim de interferir no desempenho da força (McCarthy et al., 1995; McCarthy et al., 2002. Hunter et al. (1987) demonstraram que um grupo de corredores de longa distância destreinados em força não sofreu efeito da concorrência como aconteceu no grupo de sedentários que fizeram o mesmo protocolo de três vezes por semana de TC.
Existem vários marcadores de overtraining que têm sido utilizados para identificar se a carga de treinamento está ou não adequada a um determinado grupo de sujeitos. Entretanto, as respostas endócrinas da testosterona e do cortisol têm sido as
mais usadas como marcadores de anabolismo e catabolismo nos programas de TC (Bell et al., 1997; Kraemer, et al., 1995;
McCarthy et al., 2002). Quando se trata do TRA observa-se que o nível de testosterona não tem uma resposta homogênea. Há estudos que demonstraram aumento, outros apresentaram diminuição ou manutenção da concentração desse hormônio quando comparados a valores pré- treinamento demonstrado alteração na razão testosterona/cortisol, a favor do anabolismo,ou seja, um maior aumento na concentração de testosterona quando comparada a concentração de cortisol.
Submeteram 40 militares a um protocolo de TC, considerado por eles de alto volume e intensidade.
Os sujeitos foram divididos em quatro grupos: o grupo S que treinou somente força, o grupo E que treinou apenas a resistência aeróbia; o grupo C que realizou o TC; o grupo UC, que também realizou o TC, porém com treinamento de força constituído apenas de exercícios para membros superiores. Ao final de 12 semanas os autores observaram que o nível de repouso de testosterona permaneceu inalterado nos grupos UC, E e S, ocorrendo um aumento significativo no grupo C na 12ª semana de treinamento. Por outro lado, houve um aumento nos níveis de cortisol nos grupos C, UC e E deixando a razão testosterona/cortisol em um estado catabólico. Apenas o grupo S demonstrou reduções significantes no nível de cortisol, criando um estado anabólico. Os autores concluíram que um grande volume de TC, durante 12 semanas, pode resultar em um
indesejável aumento no nível de cortisol, o qual poderia comprometer os ganhos de força, potência e massa musculares.
A questão do gênero também deve ser levada em consideração quando protocolos de TC são usados, pois o nível de cortisol se apresenta mais elevado nas mulheres quando comparado com os homens submetidos ao mesmo protocolo de treinamento.
Alguns autores têm sugerido que mulheres podem ser hipercortisólicas  , e este
fenômeno poderia ser potencializado com o protocolo de TC . Além disso, a ausência de alteração no nível de testosterona, associado ao nível elevado de cortisol em mulheres, levaria a uma diminuição da razão testosterona/cortisol criando estado favorável para o aparecimento do overtraining.
Sendo assim, torna-se necessário considerar o nível de treinamento, gênero, e períodos de recuperação suficientes na montagem de protocolos de TC para que os sujeitos não entrem no estado de overtraining.

Hipótese  Do Efeito Agudo

 O efeito agudo do exercício aeróbio prejudicaria o grau de tensão desenvolvido durante a sessão de TF. Conseqüentemente, o estímulo para o desenvolvimento de força seria menor, quando comparado com a sessão de força não precedida por atividade de caráter aeróbio.Estudos mostram que o treino aeróbio apresenta um queda na força significativa depois de um treino intenso aeróbio concluíram que a queda aguda na produção de força após o exercício aeróbio pode comprometer o desenvolvimento de força durante o TC.
Também relataram que o desenvolvimento de força dos membros inferiores foi comprometido quando os indivíduos realizavam sessões de corrida antes das sessões de treino de força, no entanto isso não ocorreu nos membros superiores. Os autores sugeriram que o desenvolvimento de força dos membros inferiores foi comprometido, devido à fadiga induzida pelo exercício aeróbio. E tanto faz o treino aeróbio continuo ou intervalado  a uma queda de 4% na força de ambos no teste de 1RM no exercício de extensão dos joelhos após o exercício aeróbio.
Os estudos anteriores, Sporer e Wenger (2003) também verificaram uma redução no número máximo de repetições a 75% de 1RM até oito horas depois de dois tipos de atividade aeróbia (intervalado com alta intensidade e contínuo com intensidade moderada). Os autores também demonstraram que houve uma recuperação completa após 24 horas de descanso da atividade aeróbia para o teste de repetições máximas.
A queda na produção de força tem sido atribuída a muitos fatores, desde a falta de tempo para musculatura se recuperar (Craig et al., 1991; Sporer & Wenger, 2003) até a diminuição na sua ativação (Bentley et al., 2000). Bentley et al. (2000) reportaram não só uma queda na produção de força imediatamente e seis horas após o exercício aeróbio realizado em cicloergômetro, mas também um aumento no déficit de ativação muscular em ciclistas.
Por outro lado, também há estudos controversos em relação à interferência aguda. Leveritt et al. (2000) não acharam queda significante na produção de força em universitários, com exercício de força sendo realizado oito e 32 horas após 50 min
de atividade aeróbia em cicloergômetro com cargas variando de 70 a 110% da potência crítica.
Diante dessa hipótese aguda, a ordem da sessão do TF e do TRA dentro do treinamento concorrente poderia afetar o desenvolvimento de uma capacidade ou de outra. Com essa preocupação, Collins e Snow (1993) procuraram verificar se a ordem das sessões interferiria no desenvolvimento da força ou da resistência aeróbia. Os autores estruturaram um protocolo de treinamento de três vezes por semana, no qual um grupo fazia primeiro o TF seguido do TRA e o outro grupo fazia o inverso. Os resultados revelaram que ambos os grupos não apresentaram diferenças estatísticas no desempenho
da força e da resistência aeróbia, independente da ordem das sessões. Porém, não está claro se esta redução aguda após a sessão aeróbia é um fator determinante no desenvolvimento de força atípico durante o TC. Mais estudos investigando a ordem das sessões e o tempo de recuperação adequado, se faz necessário para melhor compreensão dessa hipótese.

Conclusão Final

Diante disso, pode-se fazer algumas considerações de aplicação prática na elaboração de protocolos de TC com diferentes
objetivos:
1- nenhum dos estudos apresentados demonstrou haver efeito de concorrência na resistência aeróbia até a décima semana de treinamento. Os programas de TC se mostraram mais efetivos para melhorar a resistência de força, o tempo de exaustão numa atividade aeróbia e a velocidade da corrida de longa distância quando comparados ao treinamento exclusivo de força ou de resistência aeróbia. Portanto, se o objetivo do treinamento é a melhora desses fatores, o TC é essencial.
2- por outro lado, se o objetivo for a melhora da força máxima, ou da potência muscular deve-se tomar alguns cuidados na estruturação do treinamento como: a) treinar força e resistência aeróbia em dias alternados; b) se a sessão de treinamento
das duas capacidades motoras for no mesmo dia (não é indicado), treinar a sessão de força primeiro e deixar para treinar força dos membros superiores no dia da sessão aeróbia; c) procurar não treinar o TC na zona de interferência proposta por Docherty & Sporer (2000); d) se o TC for com um grupo feminino os intervalos de descanso devem ser maiores uma vez que elas podem ser hipercortisólicas.
Por último, independentemente do objetivo do treinamento é necessário identificar o estado de treinamento do sujeito, pois as pesquisas também demonstraram que sujeitos destreinados parecem ser mais suscetíveis ao efeito da concorrência.

REFERÊNCIAS

FLECK,, Steven .Força : Princípios Metodológicos para o treinamento , primeira edição, Editora Phorte 2008.
FLECK, Steven. Fundamentos do Treinamento de força Muscular, 3 edição Editora Artmed  2006.
NAVARRO, Francisco: Manual da Musculação  2 Edição Editora Phorte 2005